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Poesia: deleite-se ou delete-me (04.03.16).

 

Maraãvilhosos,

Tatiana 3 

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Lembrando e homenageando a memória de meu pai escrevi em outro lugar, e agora reproduzo aqui, o seguinte extrato de nossa vida em Maraã:

 

Sua casa era humilde, e nela costumava receber a todos e com aqueles que sentiam fome, dividir o pouco que tinha, sempre repetindo a frase: 'na casa do leão nunca falta osso'.

 

Sua paixão por futebol levou-o a formar uma equipe: o Aliança Lima, em homenagem ao Alianza de Lima do Peru, país onde vivera durante alguns poucos anos, e ao seu próprio nome: Juarez Barbosa de Lima. O time sobrevivia a duras penas, já que seu presidente sequer podia comprar um equipamento (camisas) para seus jogadores. Os calções que estes utilizavam eram próprios de cada atleta, e cada qual de cor e modelo diferentes, e a maioria deles jogava descalço, pois não podiam comprar chuteiras. O grande adversário do Aliança Lima era o Beira-rio, a equipe da elite, no seio da qual estava o prefeito Odorico Bezerra da Silva, que, com o dinheiro público, patrocinava apenas uma das duas equipes locais! Quando o prefeito seguinte ao da fundação do time presenteou ambos adversários com um jogo de camisas, recebeu do inspirado presidente do Aliança uma faixa dizendo: 'O Aliança Lima saúda Antônio Simão Netto, o primeiro prefeito com espírito esportivo'. Era um tapa no antecessor, e ele sentiu o direto.

 

O Beira-Rio foi fundado por Ramiro Ferreira de Matos, e repetia o nome do estádio de futebol de um clube gaúcho, o Internacional, embora eu tenha dúvidas quanto a isso, pois acredito que o clube fundado por Ramiro foi fundado antes da existência do estádio.

 

Mas, de onde, então, o “Beira-rio”?

 

Do seguinte: em Maraã, quando das fundações dos seus dois primeiros clubes de futebol, a cidade tinha apenas duas ruas, a Castelo Branco e a Desembargador João Meirelles. Na Castelo Branco morava Ramiro e na outra Juarez, daí, sendo a 'beira do rio' o local da morada de seu fundador ter-se originado o Beira-rio, acredito. Ramiro, já falecido não pode nos tirar da dúvida!

 

O Esquina da verdade era uma mistura de mercearia e bar. Por esta sua última atividade, para lá acorriam muitos ou quase todos aqueles bêbados cuja doença do alcoolismo estava a bater à porta. Dentre os bêbedos se incluía o proprietário, obviamente, que às vezes passava semanas, quiçá mês, bebendo com seus amigos, em especial o 'seu Ventura', sendo essa uma das razões de seus fracassos profissionais, pois se já era pródigo quando estava sóbrio, bêbado entregava tudo que tinha, menos aquilo “que de bêbado não tem dono”, o que o aumentava seu espírito de Hobin Hood da floresta Amazônica, e não de Shere Wood”.

 

Abraços,

 

Osório

 

POEMEMOS:

Uma loucura

 

Já não recordo como foi

Se me buscaste ou te busquei

Se me encontraste ou te encontrei

Me esqueci

 

Se me chamaste ou te chamei

Se me olhaste ou te olhei

Se me sorriste ou te sorri

que importa

 

Se era cedo ou era tarde

Se estava frio ou se brilhava o sol

Só recordo que o nosso foi

uma loucura

 

Uma loucura

Que somente floresceu uma primavera

Que não deixou de uma aventura

E o vento do verão a murchou

 

uma loucura

que não deixou uma pegada em meu caminho

que ficou no ar sem destino

e que o passar do tempo a apagou

 

Já não recordo como foi

Se me amaste ou eu te amei

Se tu partistes ou eu parti

Me esqueci

 

Se me deixaste ou te deixei

Se me perdeste ou te perdi

Se me esqueceste ou te esqueci

que importa

 

Se era verão ou era outono

Se era um bar ou uma praia ao sol

 

Só lembro que o nosso foi

 

Uma loucura

 

Uma loucura

Que somente floresceu uma primavera

Que não passou de ser uma a aventura

E o vento do verão a murchou

uma loucura

que não deixou uma pegada em meu caminho

que ficou no ar sem destino

e que o passar do tempo a apagou.

 

Autor: José Luis Perales (tradução: Osório Barbosa e você, que encontrando erros e equívocos vai me dizer para que eu melhore).

(Quem desejar ouvir, está em: https://www.youtube.com/watch?v=eczrEZ2z7dw.).

 

e,

 

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