Escritos de Amigos

On 19 Janeiro 2020

Elogio a um reacionário

Às vezes, Roger Scruton defendia o indefensável, mas sem traços de insinceridade ou arrogância

 

       Mario Vargas Llosa*, O Estado de S. Paulo, 19 de janeiro de 2020.

 

Sir Roger Scruton, que acaba de morrer liquidado por um câncer que enfrentou com firmeza, nasceu em 1944 e se tornou um conservador, segundo confessou, durante os distúrbios de rua de maio de 1968 em Paris, quando viu garotões ricos – grandes protagonistas daquela caricatura de revolução – apedrejando policiais, erguendo barricadas na região do Quartier Latin e proclamando aos quatro ventos: “Queremos o impossível!”

Foi uma das pessoas mais cultas que conheci. Podia falar de música, literatura, arqueologia, vinho, filosofia, Grécia, Roma, Bíblia e mil assuntos mais como um especialista, embora não fosse especialista em nada, pois, na verdade, era um humanista no estilo clássico que defendia em panfletos – deliciosos de se ler – um mundo absolutamente irreal que provavelmente nunca existiu, salvo em sua imaginação e nos ensaios de alguns poucos sonhadores como ele.

“Você não percebe que essa Inglaterra que defende com tanto talento não existiu nunca, a não ser em sua fantasia?”, disse a ele uma vez. “Que os donos de castelos e cavalos puro-sangue hoje são uns novos milionários e semianalfabetos que só falam de uísque e negócios? Que a caça à raposa, que você promove com ardor épico, está morta e enterrada?”

Ele não me levava a sério e a seus olhos eu parecia um subdesenvolvido, mas me ouvia com resignação. E dissimulava sua impaciência, porque era um homem muito bem educado, sobretudo quando diante dele eu me atrevia a defender as políticas da senhora Thatcher, das quais discordava por lhe parecerem progressistas demais.

Era odiado universalmente pelos intelectuais de sua geração, o que não deixava de engrandecê-lo, pois, apesar de ser um dinamitador cultural que acertava sempre no alvo, não necessitava da adulação burguesa. Com sua juba ruiva, que o tempo foi embranquecendo, e seu modo de vestir descuidadamente aristocrático, estava sempre lendo e escrevendo sobre temas da atualidade. Entre um livro e outro, achava tempo para montar cavalos altivos e matar algumas raposas.

Não tinha paciência para escrever aqueles tratados profundos que levam anos, como seu distante mestre Edmund Burke, grande fustigador da Revolução Francesa, porque vivia e atuava no presente: isso era o que o apaixonava. Sobre as ocorrências cotidianas, opinava sem dar trégua, com imensa sabedoria, e fazia citações prodigiosas e argumentos com frequência tão reacionários que aterrorizavam os poucos conservadores que ainda existem (até mesmo na Inglaterra). Recebeu o título de “sir” da coroa britânica em 2016, o que sem dúvida o envaideceu.

Fui assinante da revista que ele dirigia, The Salisbury Review, durante alguns meses, até parar ao descobrir que só lia os editoriais, sempre esplêndidos, ainda que totalmente incompatíveis com a realidade política e social de nossos dias e, provavelmente, com a de sempre.

Ninguém como Roger Scruton para ilustrar aquela grande distância que, segundo Frederick von Hayek, separa um liberal de um conservador. Mas ele era de uma decência básica, uma indignação perfeitamente justificada contra as grandes imposturas patenteadas pela esquerda demagógica de nosso tempo, uma inteligência que esmiuçava com acidez os modismos ideológicos e a estupidez política. E era, nesse sentido, um intelectual imprescindível, principalmente tendo-se em conta que ninguém ocupará seu lugar.

Não era contra o progresso, absolutamente, com a condição de que não se considerasse progresso o que propunham os marxistas ou o que nós, os liberais, defendemos. Mas ninguém explicou melhor que ele, por exemplo, a importância das óperas, mesmo as mais complexas – digamos as de um Wagner –, ou das obras-primas literárias, ou dos grandes sistemas filosóficos, para se entender o presente, atuar de maneira responsável e dar um sentido à vida.

E certamente nenhum jornalista encontrou maneira mais sutil e pertinente de extrair lições morais e políticas de longo alcance analisando um fato cotidiano, nem de defender a cultura como guia, neste mundo desordenado em que vivemos, para entendê-lo e nos orientarmos nele.

A Inglaterra que ele defendia era um mundo de formas e princípios imutáveis, para o qual a religião e as leis haviam trazido um progresso que não eliminava as classes, nem as igualava, mas assegurava a todas elas justiça e ordem. Uma sociedade na qual o privilégio implicava uma obrigação moral de servir à comunidade e na qual a cultura – as artes, os livros, as ideias, os rituais, as ações militares – eram o espelho da vida, o único trajeto que justificava a ascensão social.

Esse mundo jamais existiu, salvo na fantasia de Scruton. Seu modelo de político foi Enoch Powell, um conservador que sabia os clássicos de cor, mas, aterrorizado com o que acreditava ser uma invasão das ilhas britânicas por terceiro-mundistas, profetizou um banho de sangue se a Grã-Bretanha não pusesse um drástico fim à imigração. Nunca percebeu que, por trás dos elegantes discursos de Powell, bufava o racismo. E que todas as reformas que Thatcher levava a cabo, com enorme coragem, visavam a tornar acessível a todos a verdadeira liberdade.

Era muito difícil não sentir uma enorme simpatia por ele, ainda que, como era meu caso, discordando do essencial de suas ideias conservadoras. Porque havia em seus posicionamentos uma honestidade teimosa, algo muito diferente do comportamento dos políticos da atualidade, que só defendem aquilo em que acreditam por mera conveniência e oportunismo, e universalizaram essa horrenda linguagem política contemporânea, feita de clichês e estereótipos, na qual palavras vazias substituíram ideias e valem para tudo e todos, de modo a justificar os apetites, os grandes e pequenos pecados de funcionários, dirigentes e ditadores de regras.

Ninguém pode duvidar de que Roger Scruton usasse a linguagem de outro modo, para dizer o que verdadeiramente pensava, ainda que fosse algo insólito ou irreverente, a começar por seus adversários. O vocabulário político de nosso tempo está cheio de lugares-comuns e talvez esse abismo, que percebemos entre o que dizem os discursos dos profissionais da política e a realidade da vida política, seja tão grande que a confusão tomou conta do mundo, tanto nos países desenvolvidos como nos em desenvolvimento.

Em quem acreditar, se o que ouvimos por toda parte são geralmente mentiras, obviedades ou flagrantes disparates nos quais não crê nem mesmo quem está falando? Neste mundo degradado pela falsidade e pela burrice, Scruton era um contraste formidável. Às vezes, defendia o indefensável, mas sem traços de insinceridade ou arrogância – apenas convicções graníticas e uma elegância risonha na maneira de falar. É nesse sentido que vamos sentir sua falta. A partida de Scruton deixa em volta de nós um pavoroso vazio. / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ

* É PRÊMIO NOBEL DE LITERATURA.

© 2019 EDICIONES EL PAÍS, SL. DIREITOS RESERVADOS. PUBLICADO SOB LICENÇA.

On 09 Janeiro 2020

[Do gr. sistema, 'reunião', 'grupo', pelo lat. tard. systema.]

  1. m.
  2. Conjunto de elementos, materiais ou ideais, entre os quais se possa encontrar ou definir alguma relação (5).
  3. Disposição das partes ou dos elementos de um todo, coordenados entre si, e que funcionam como estrutura organizada: 2  2  
  4. Reunião de elementos naturais da mesma espécie, que constituem um conjunto intimamente relacionado: 2  2  
  5. Conjunto de instituições políticas ou sociais, e dos métodos por elas adotados, encarados quer do ponto de vista teórico, quer do de sua aplicação prática:
  6. O conjunto das entidades relacionadas com determinado setor de atividade: 2  2   
  7. Reunião coordenada e lógica de princípios ou idéias relacionadas de modo que abranjam um campo do conhecimento: 2  2  
  8. Conjunto ordenado de meios de ação ou de idéias, tendente a um resultado; plano, método: 2  2  2  
  9. Técnica ou método empregado para um fim precípuo: 2  2  
  10. Modo, maneira, forma, jeito: 2  
  11. Complexo de regras ou normas: 2 2  
  12. Qualquer método ou plano especialmente destinado a marcar, medir ou classificar alguma coisa: 2 2  
  13. Hábito particular; costume, uso: 2
  14. Anat. Conjunto de órgãos compostos dos mesmos tecidos e que desempenham funções similares: 2   [Cf., nesta acepç., aparelho (6).] 
  15. Biol. Coordenação hierarquizada dos seres vivos em um esquema lógico e metódico, segundo o princípio de subordinação dos caracteres. [É um produto da inteligência humana derivado da necessidade de compreender a natureza o mais próximo possível da realidade.] 
  16. Comun. Conjunto particular de instrumentos e convenções adotados com o fim de dar uma informação: 2  2  2  
  17. E. Ling. Conjunto de elementos lingüísticos solidários entre si: 2  2  
  18. E. Ling. A própria língua quando encarada sob o aspecto estrutural. [As duas últimas acepç. vêm sendo adotadas a partir de Ferdinand de Saussure (v. saussuriano).] 
  19. Filos. Totalidade (2).
  20. Fís. Parte limitada do Universo, sujeita à observação imediata ou mediata, e que, em geral, pode caracterizar-se por um conjunto finito de variáveis associadas a grandezas físicas que a identificam univocamente.
  21. Geol. Conjunto de terrenos que corresponde a um período geológico.
  22. Inform. Conjunto de programas destinados a realizar funções específicas. 
  23. Mús. Qualquer série determinada de sons consecutivos.

u Sistema aberto. 

  1. Fís.  O que pode trocar energia e massa com o exterior.
  2. Lóg. Sistema formal que comporta proposições contraditórias e, por isso, está excluído da lógica. 

u Sistema afocal.  Ópt. 

  1. Sistema óptico que forma no infinito a imagem dum objeto no infinito.

u Sistema anglo-norte-americano.  Tip. 

  1. Sistema tipométrico baseado no ponto 0,351mm e usado nos países de língua inglesa. [ V. altura inglesa. ] 

u Sistema aplanético.  Ópt. 

  1. Sistema óptico em que a aberração de esfericidade e a coma1 (5) foram corrigidos.

u Sistema artificial.  Bot. 

  1. Sistema baseado num órgão arbitrariamente escolhido pelo botânico. [Cf. sistema sexual.] 

u Sistema astigmático.  Ópt. 

  1. Sistema óptico em que a imagem de um ponto é um segmento de reta, não sendo a imagem de uma reta, em geral, uma reta, mas sim uma linha curva.

u Sistema autocolimador.  Ópt. 

  1. Sistema óptico que pode ser focalizado (em geral para o infinito) por um dispositivo de autocolimação.

u Sistema binário.  Mat. 

  1. Importante sistema de numeração, utilizado na tecnologia dos computadores, no qual a base é dois, e que só tem dois algarismos: o zero e o um.

u Sistema Braille. 

  1. Sistema de escrita para cegos, universalmente adotado, inventado por Louis Braille (1809-1852), pedagogista francês, que consta de pontos em relevo para leitura com auxílio dos dedos.

u Sistema cardiovascular.  Anat.

  1. Conjunto formado pelo coração e pelos vasos sanguíneos. 

u Sistema cartesiano.  Geom. Anal. 

  1. Sistema de coordenadas, em que estas são cartesianas.

u Sistema c.g.s.  Fís. 

  1. Sistema de unidades de medida baseado em três unidades fundamentais: o centímetro, unidade de comprimento; o grama, unidade de massa; e o segundo, unidade de tempo.

u Sistema c.g.s. eletromagnético. Fís. 

  1. Sistema de unidades de medida em que três unidades fundamentais são as do sistema c. g. s. (centímetro, grama e segundo) e a permeabilidade do vácuo é tomada como a quarta unidade fundamental.

u Sistema c.g.s. eletrostático. Fís. 

  1. Sistema de unidades de medida em que três unidades fundamentais (centímetro, grama e segundo) são as do sistema c. g. s., e a permissividade do vácuo é a quarta unidade fundamental.

u Sistema cilíndrico.  Geom. Anal. 

  1. Sistema de coordenadas em que estas são cilíndricas.

u Sistema compatível.  Álg. 

  1. Sistema de equações que admite pelo menos uma solução bem determinada.

u Sistema conservativo.  Fís. 

  1. Aquele em que não há dissipação de energia sob forma térmica.

u Sistema construtivo.  Arquit. Constr.

  1. Numa construção, o conjunto de regras práticas para o uso adequado e coordenado de materiais e de mão-de-obra. 

u Sistema copernicano.  Astr. 

  1. Sistema cosmológico heliocêntrico criado por Nicolau Copérnico (v. copernicano), e segundo o qual os planetas giravam em torno do Sol em movimentos circulares.

u Sistema cristalino.  Min. 

  1. Conjunto de eixos cristalográficos cujas posições referentes no espaço e cujos valores dimensionais definem e classificam os cristais em sete categorias: sistema monométrico ou isométrico, tetragonal ou quadrático, hexagonal, trigonal, ortorrômbico, monoclínico e triclínico.

u Sistema cromático.  Mús. 

  1. Sistema baseado na divisão da oitava em 12 partes iguais.

u Sistema cúbico.  Min. 

  1. V. sistema isométrico. 

u Sistema curinga.  Teatr.

  1. Fórmula de encenação posta em prática pelo diretor, dramaturgo e teórico brasileiro Augusto Boal (1931), em que um ator pode desempenhar, numa peça, todos os papéis, e um papel, salvo o de protagonista, pode ser interpretado por todos os atores, a fim de evitar o efeito ilusório do espetáculo, criando o afastamento crítico, bem como para reduzir o elenco, por medida de economia, a um número fixo de atores, tenha a peça qualquer número de personagens. 

u Sistema de arquivos.  Inform. 

  1. Forma de organização dos arquivos de um computador. 
  2. Aplicativo com o objetivo específico de gerenciar arquivos de um banco de dados. 

u Sistema de barracão.  Bras. 

  1. Sistema vigente em certos locais do interior brasileiro, e no qual o fazendeiro paga aos empregados com vales, aceitos apenas no barracão da fazenda, onde se vendem artigos de primeira necessidade a preços mais elevados que o normal.

u Sistema decimal.  Mat. 

  1. Sistema de números em que uma unidade de ordem vale 10 vezes a unidade de ordem imediatamente anterior.

u Sistema de computador.  Inform. 

  1. V. sistema de processamento de dados. 

u Sistema de comunicação.  Comun. 

  1. Sistema de circulação de mensagens entre dois pólos distintos no espaço ou no tempo. Compõe-se basicamente de: fonte, que produz a mensagem original; emissor, que codifica a mensagem em uma seqüência de sinais, transmitindo-os através de um determinado canal; canal, meio utilizado para enviar os sinais; receptor, que exerce operação reversa à do emissor; destinatário, a quem se deseja alcançar com a mensagem.

u Sistema de controle automático.  Automat. 

  1. Qualquer combinação operável de um ou mais controladores automáticos ligados em malha fechada, com um ou mais processos; servossistema.

u Sistema de coordenadas.  Geom. Anal. 

  1. Conjunto de n números que determinam univocamente a posição de um ponto num espaço n-dimensional.

u Sistema de equações.  Mat. 

  1. Conjunto de equações que devem ter pelo menos uma solução que as satisfaça simultaneamente.

u Sistema de informações. 

  1. Inform.  Sistema que manipula informações por meio do uso de banco de dados. 

u Sistema de logaritmos.  Mat. 

  1. O conjunto dos logaritmos dos números numa base.

u Sistema de numeração.  Mat. 

  1. O conjunto de regras para representação dos números.

u Sistema de preços.  Econ.

  1. Conjunto de mecanismos de fixação de preços numa economia de mercado, visto como elemento determinante da alocação de recursos produtivos, e que se opõe ao sistema de planejamento econômico centralizado. 

u Sistema de processamento.  Inform. 

  1. V. sistema de processamento de dados. 

u Sistema de processamento de dados.  Inform. 

  1. Conjunto complexo e organizado de procedimentos e equipamentos, ger. baseados em circuitos eletrônicos, capaz de manipular e transformar dados segundo um plano determinado, produzindo resultados a partir da informação representada por esses dados. [ V. processamento de dados.] 

u Sistema de referência.  Fís. 

  1. Referencial (3).

u Sistema Didot.  Tip. 

  1. Sistema tipométrico baseado no ponto de 0,3759mm. [Estabelecido pelo impressor francês François Ambroise Didot (1730-1804), segundo a medida criada por Fournier. Cf. altura francesa e sistema Fournier.] 

u Sistema dissipativo.  Fís. 

  1. Aquele em que ocorre dissipação de energia sob forma térmica.

u Sistema distribuído. 

  1. Inform.  Aquele em que diversos computadores interconectados, cada qual com capacidade de realizar independentemente certas funções ou tarefas, podem trabalhar coordenadamente em processos que envolvam informações ou recursos remotos, de tal modo que a distribuição das informações e tarefas entre os diversos componentes não se torne aparente ao usuário, o qual se limita a operar a máquina e os recursos locais. 

u Sistema duodecimal.  Mat. 

  1. Sistema de numeração em que a base é doze.

u Sistema especialista.  Inform. 

  1. Sistema de computador relacionado à inteligência artificial, e cuja função é realizar inferências baseadas em regras e dados fornecidos. 

u Sistema executivo.  Inform. 

  1. V. sistema operacional. 

u Sistema extragaláctico.  Astr.  Impr. 

  1. V. galáxia (1).

u Sistema fechado. 

  1. Fís.  Aquele que pode trocar energia com o exterior, mas cujas paredes ou fronteiras não permitem a passagem de substâncias materiais.
  2. Lóg. Sistema formal cujo domínio está definido com exatidão, e que não comporta nenhuma proposição que não se possa demonstrar como falsa, ou como verdadeira. 

u Sistema filogenético.  Bot. 

  1. Sistema de classificação dos vegetais baseado na teoria da evolução. [É o único que se usa hoje em dia, e que classifica, também, as plantas fósseis.] 

u Sistema formal.  Lóg.

  1. Expressão simbólica de uma teoria que se estrutura conforme axiomas e regras operatórias bem determinadas. 

u Sistema Fournier.  Tip. 

  1. Sistema tipométrico (hoje usado somente na Bélgica) baseado no ponto original de 0,3487mm. [É criação do tipógrafo francês Pierre Simon Fournier (1712-1768.)] 

u Sistema gaussiano.  Fís. 

  1. Sistema de unidades de medidas elétricas e magnéticas em que todas as quantidades elétricas são medidas no sistema c.g.s. eletrostático e as magnéticas no sistema c.g.s. eletromagnético.

u Sistema geocêntrico.  Astr. 

  1. Sistema cosmológico que admitia ser a Terra o centro do Universo, em torno da qual giravam todos os astros. [Cf. sistema ptolomaico.] 

u Sistema Giorgi.  Fís. 

  1. Sistema de unidades de medidas que coincide, praticamente, com o sistema métrico, e no qual as unidades fundamentais são o metro, o quilograma e o segundo, e a permeabilidade do vácuo é igual a 10-7.

u Sistema heliocêntrico.  Astr. 

  1. Sistema cosmológico que admite ser o Sol o centro do Universo, girando em torno dele os astros do sistema solar. [Cf. sistema copernicano e sistema kepleriano.] 

u Sistema heterogêneo.  Fís.-Quím. 

  1. O que é constituído por mais de uma fase e, portanto, tem propriedades que podem diferir de um ponto para outro.

u Sistema hexagonal.  Min. 

  1. O sistema cristalino caracterizado por um eixo de simetria senário.

u Sistema homogêneo.  Fís.-Quím. 

  1. O que é constituído por uma só fase, i. e., aquele que em qualquer ponto tem as mesmas propriedades.

u Sistema indeterminado.  Álg. 

  1. Sistema de equações que admite uma infinidade de soluções.

u Sistema internacional de unidades. 

  1. Sistema de unidades de medida baseado em seis unidades fundamentais: o metro, unidade de comprimento; o quilograma, unidade de massa; o segundo, unidade de tempo; o ampère, unidade de corrente elétrica; o kelvin, unidade de temperatura termodinâmica; e a candela, unidade de intensidade luminosa.

u Sistema isolado.  Fís. 

  1. O que não pode trocar nem energia nem massa com o exterior.

u Sistema isométrico.  Min. 

  1. Sistema cristalino que se caracteriza essencialmente por três eixos cristalográficos iguais e retangulares, tendo os cristais desse sistema quatro eixos de simetria ternários; sistema monométrico, sistema cúbico.

u Sistema kepleriano.  Astr. 

  1. Sistema cosmológico heliocêntrico, criado pelo astrônomo alemão Johann Kepler (1571-1630), e segundo o qual os planetas giram em torno do Sol seguindo órbitas elípticas.

u Sistema límbico.  Anat. Fisiol.

  1. Região cerebral formada pela circunvolução do corpo caloso e pela do hipocampo (3), e que atua sobre o funcionamento de vísceras, regulação metabólica e vida emocional. 

u Sistema linear.  Mat. 

  1. O constituído por equações lineares.

u Sistema métrico decimal. 

  1. Sistema de unidades de medida baseado no metro, e que usa múltiplos e submúltiplos decimais.

u Sistema MKS.  Fís. 

  1. Sistema de unidades de medida baseado em três unidades fundamentais: o metro, unidade de comprimento; o quilograma, unidade de massa; e o segundo, unidade de tempo.

u Sistema monitor.  Inform. 

  1. V. sistema operacional. 

u Sistema monoclínico.  Min. 

  1. Sistema cristalino que se caracteriza essencialmente por três eixos cristalográficos desiguais, dois deles perpendiculares entre si, e o terceiro perpendicular ao eixo horizontal, porém oblíquo em relação ao vertical.

u Sistema monométrico.  Min. 

  1. V. sistema isométrico. 

u Sistema mononuclear fagocitário.  Histol.

  1. Sistema reticuloendotelial. 

u Sistema MTS.  Fís. 

  1. Sistema de unidades de medida baseado em três unidades fundamentais: o metro, unidade de comprimento; a tonelada, unidade de massa; e o segundo, unidade de tempo.

u Sistema não-linear.  Mat. 

  1. O que envolve pelo menos uma equação não linear.

u Sistema não-saturado.  Lóg.

  1. Sistema formal que comporta proposições que não se podem demonstrar nem como verdadeiras nem como falsas. 

u Sistema natural.  Bot. 

  1. Sistema de classificação no qual os caracteres empregados levam em conta as afinidades naturais das plantas, merecendo consideração, assim, todos os órgãos, conquanto se dê preferência à morfologia floral.

u Sistema nervoso autônomo.  Anat. 

  1. Porção do sistema nervoso, tanto aferente quanto eferente, que inerva musculatura cardíaca e lisa, e controla secreções glandulares diversas. Não se encontra sob o controle da vontade, e divide-se em dois grandes setores: o simpático e o parassimpático. [Sin.: sistema nervoso vegetativo e sistema nervoso da vida vegetativa.] 

u Sistema nervoso central.  Anat. 

  1. Porção do sistema nervoso composta de encéfalo, medula espinhal e meninges que os recobrem.

u Sistema nervoso da vida vegetativa.  Anat. 

  1. V. sistema nervoso autônomo. 

u Sistema nervoso periférico.  Anat.

  1. O conjunto formado por todos os integrantes do sistema nervoso que se encontram fora do crânio e da coluna vertebral. 

u Sistema nervoso vegetativo.  Anat. 

  1. V. sistema nervoso autônomo. 

u Sistema octal.  Mat. 

  1. Sistema de numeração em que a base é oito, adotado na tecnologia de computadores.

u Sistema on-line.  Inform. 

  1. Sistema de caráter interativo, com a capacidade de aceitar dados diretamente no computador a partir do lugar onde são criados e enviar os resultados do processamento diretamente para a área onde são necessários, efetuando o transporte de dados através de canais ou linhas de comunicação; são evitados estágios intermediários, tais como gravações de dados em fita, ou disco magnético, ou impressão fora de linha.

u Sistema oolítico.  Geol.

  1. Camada espessa de sedimentos calcários da Europa, do jurássico inferior, caracterizada pela presença de grânulos semelhantes a pequenos ovos.[Tb. se diz apenas oolítico.] 

u Sistema operacional.  Inform. 

  1. Conjunto de programas básicos que permite ao usuário gerenciar o uso dos recursos de um computador.[Abrev.: SO.] 

u Sistema ortorrômbico.  Min. 

  1. Sistema cristalino que pode referir-se a três eixos cristalográficos desiguais dispostos em ângulo reto, e caracterizado, no essencial, por um eixo de simetria dupla, que é a interseção de dois planos de simetria, ou, então, perpendicular a dois eixos de simetria.

u Sistema planetário.  Astr.

  1. O conjunto dos planetas que giram em redor do Sol. [Cf. sistema solar.] 

u Sistema polar.  Geom. Anal. 

  1. Sistema de coordenadas em que estas são polares.

u Sistema presidencial. 

  1. V. presidencialismo. 

u Sistema ptolomaico.  Astr. 

  1. Sistema cosmológico geocêntrico, criado pelo astrônomo grego Cláudio Ptolomeu, no séc. II d.C., e segundo o qual todos os astros giravam em torno da Terra em movimentos circulares ou combinação de movimentos circulares. [Cf. sistema geocêntrico.] 

u Sistema quadrático.  Min. 

  1. Sistema cristalino que pode referir-se a três eixos retangulares, dois deles iguais, e caracterizado por um eixo de simetria quádrupla; sistema tetragonal.

u Sistema quimiorreceptor.  Fisiol.

  1. Conjunto de formações [ v. formação (5) ]  sujeito à influência de alterações na tensão sanguínea de oxigênio e de dióxido de carbono, e que desempenha papel importante na regulação funcional respiratória. 

u Sistema racionalizado.  Fís. 

  1. Sistema de unidades de medida elétricas e magnéticas, derivado do sistema métrico ou do c.g.s., e no qual as unidades destes aparecem multiplicadas por potências apropriadas de 4p com o objetivo de tornar mais simples ou mais simétricas algumas expressões teóricas.

u Sistema reticuloendotelial.  Histol. 

  1. O constituído por células que, situadas em diferentes locais do organismo, têm características reticulares e endoteliais e dispõem de capacidade fagocitária, intervêm na formação de células sanguíneas, no metabolismo do ferro, desempenham funções de defesa contra infecções, etc.; sistema mononuclear fagocitário. 

u Sistemas analógicos.  Fís. 

  1. Sistemas de natureza diferente cujo comportamento se descreve por equações idênticas.

u Sistema saturado.  Lóg.

  1. Sistema formal cujo domínio comporta proposições que não se podem demonstrar, nem como verdadeiras nem como falsas, mas cujas respectivas negativas se podem demonstrar como falsas, ou como verdadeiras.

u Sistema sexagesimal.  Mat. 

  1. Sistema de numeração em que a base é sessenta.

u Sistema sexual.  Bot. 

  1. Sistema artificial, criado por Lineu (v. lineano), em que as plantas são classificadas segundo os caracteres tomados aos órgãos reprodutivos. [Cf. sistema artificial.] 

u Sistema solar.  Astr. 

  1. Conjunto de planetas [ v. planeta (1)] , asteróides, satélites, cometas, meteoritos e poeira cósmica que gravitam em redor do Sol. [Cf. sistema planetário.] 

u Sistema Taylor. 

  1. Taylorismo.

u Sistema telescópico.  Ópt. 

  1. Sistema afocal imerso em ar.

u Sistema temperado.  Mús. 

  1. Sistema que consiste em dividir a oitava em 12 semitons exatamente iguais, e que é usado na afinação de certos instrumentos de sons fixos (piano, órgão, etc.), de modo que uma tecla pode servir para produzir mais de uma nota, de nomes diferentes, mas de som igual, como, p. ex., dó, si sustenido e ré dobrado bemol, o que era impossível no temperamento desigual (q. v.). [Sin.: temperamento igual.] 

u Sistema tetragonal.  Min. 

  1. Sistema quadrático. 

u Sistema triclínico.  Min. 

  1. Sistema cristalino que pode referir-se a três eixos desiguais oblíquos.

u Sistema trigonal.  Min. 

  1. Sistema cristalino caracterizado por um único eixo de simetria ternária e três eixos cristalográficos iguais, dispostos simetricamente em torno do eixo ternário, e fazendo com este um ângulo diferente de 90 graus.

u Por sistema. 

  1. Por idéia ou juízo preconcebido.

 

Fonte: Dicionário Aurélio.

 

e,

 

SISTEMAS: s.m. 1.conjunto de elementos, concretos ou abstratos, intelectualmente organizado. 1.1. conjunto concebido pelo espírito (como hipóteses, crenças, etc.) de objetos de reflexão, ou convicção, unidos por um fundamento; doutrina, ideologia, teoria, tese, 1.2. conjunto de idéias logicamente solidárias, consideradas nas suas relações 1..3. conjunto de regras ou leis que fundamentam determinada ciência, fornecendo explicação para uma grande quantidade de fatos; teoria 1.4distribuição de um conjunto de objetos numa ordem que torna mais fácil sua observação e estudo 1.4.1 p.met. a classificação que daí resulta 2. Estrutura que se organiza com  base em conjuntos de unidades inter-relacionáveis por dois eixos básicos: o eixo das que podem ser agrupadas e classificadas pelas características semelhantes que possuem, e o eixo das que se distribuem em dependência hierárquica ou arranjo funcional 2.1. p.ext. qualquer conjunto natural constituído de partes e elementos interdependentes [s. planetário (s. animal, vegetal, mineral etc.) (s. auditivo) (s. nervoso) 2.2. p.ext. arrolamento de unidades e combinação de meios e processos que visem à produção de certos resultados (s. eleitoral) (s. curricular) (s. educacional) (s. financeiro) 2.2.1 p.ext. inter-relação das partes, elementos ou unidades que fazem funcionar uma estrutura organizada (s. computacional) (s. de irrigação) (s. de sinais de trânsito) (s. viário) 2.2.1.1 p. ext. infrm p. ej. Qualquer estrutura que devesse funcionar com este inter-relacionamento ótimo entre as partes (a fila do banco estava enorme, o s. estava fora do ar) 2.3 p. ext.. constituição política, econômica ou social (de uma comunidade, de um Estado, etc.) [s. brasileiro] [s. americano de regulação capital] [s. socialista.]. (pag. 2.585).

 

Fonte: Dicionário Houaiss.

 

 

 

On 08 Janeiro 2020

Subsunção.

 

"é o fenômeno de um fato configurar rigorosamente a previsão hipotética da lei. Diz-se que um fato se subsume à hipótese legal quando corresponde complete e rigorosamente à descrição que dele faz a lei. (ATALIBA, Geraldo, Hipótese de Incidência Tributária, Malheiros Editores, São Paulo-SP, 5ª edição, 2ª tiragem, p. 63).

On 08 Janeiro 2020

Princípio.

 

“É tudo que, de alguma forma, influencia a existência de um ser. Ora, o princípio é necessariamente distinto do ser principado. Por isso pode ser seu princípio, sua causa.” (ATALIBA, Geraldo, Hipótese de Incidência Tributária, Malheiros Editores, São Paulo-SP, 5ª edição, 2ª tiragem, p. 70).

Para Celso Antonio Bandeira de Mello:

“Princípio, é por definição, mandamento nuclear de um sistema, verdadeiro alicerce dele, disposição fundamental que se irradia sobre diferentes normas compondo-lhe o espírito e servindo de critério para sua exata compreensão e inteligência exatamente por definir a lógica e a racionalidade do sistema normativo, no que lhe confere a tônica e lhe dá sentido harmônico. É o reconhecimento dos princípios que preside a intelecção das diferentes partes componentes do todo unitário que há por nome sistema jurídico positivo” (Curso de Direito Administrativo, 13ª edição, Malheiros Editores, São Paulo-SP, p. 771/772). 

On 08 Janeiro 2020

Objeto.

 

“O objeto é o contraposto delineado pelo conceito. É o aspecto do real já trabalhado pelo pensamento. Precisamente porque o objeto é a matéria-prima elabordada por uma forma conceptual, a realção entre conceito e objeto pe uma correlação.” (Lourival Vilanova, Sobre o Conceito do Direito, pág. 13). (ATALIBA, Geraldo, Hipótese de Incidência Tributária, Malheiros Editores, São Paulo-SP, 5ª edição, 2ª tiragem, p. 55).

On 08 Janeiro 2020

Norma.

 

“É preciso não confundir regra jurídica com lei; a regra jurídica é uma resultante da totalidade do sistema jurídico formado pelas leis”. (Augusto Becker, op. cit. p. 270), (ATALIBA, Geraldo, Hipótese de Incidência Tributária, Malheiros Editores, São Paulo-SP, 5ª edição, 2ª tiragem, p. 69).

“Lei não é norma. Esta contém-se naquela. A norma revela-se nos enunciados legais (CALMON, Sacha, Teoria geral do tributo e da exoneração tributária, Ed. R.T., 1982, p. 211) (ATALIBA, Geraldo, Hipótese de Incidência Tributária, Malheiros Editores, São Paulo-SP, 5ª edição, 2ª tiragem, p. 69).  

On 08 Janeiro 2020

Natureza é a essência de um ser. A entender-se assim, o estudo da natureza jurídica seria um estudo que caberia à filosofia do direito (v.), que se interrogaria sobre o significado últimos dos institutos jurídicos. É o que se passa em temas clássicos, como da natureza da personalidade jurídica, ou o da natureza retributiva ou preventiva das penas criminais.

                Mas, normalmente, as indagações sobre a natureza jurídica situam-se já dentro dos quadros da dogmática jurídica. Então a natureza busca-se mediante a comparação com institutos jurídicos conhecidos. A determinação da natureza jurídica passa então a ser a identificação de uma grande categoria jurídica em que se enquadre o instituto em análise. Assim se passará quando se pergunta se os casos de indisponibilidade testamentária são casos de incapacidade ou de ilegitimidade, se os privilégios creditórios ou o direito de retenção são direitos reais e assim por diante. A determinação da natureza jurídica é então tarefa da ciência do direito.

     Mais do que por meio de uma análise conceitual, a determinação da natureza jurídica de um instituto deverá fazer-se mediante a determinação de seus efeitos. A categoria jurídica a que se chegar deverá exprimir sinteticamente um regime positivamente estabelecido.

por, José de Oliveira Ascensão (Enciclopédia Saraiva de Direito, nº 54, pp. 95/96).

On 08 Janeiro 2020

 

Método

 

[Do gr. méthodos, 'caminho para chegar a um fim'.]

S. m.

1. Caminho pelo qual se atinge um objetivo.

2. Programa que regula previamente uma série de operações que se devem realizar, apontando erros evitáveis, em vista de um resultado determinado.

3. Processo ou técnica de ensino: 2

4. Modo de proceder; maneira de agir; meio.

5. V. meio1 (8).

6. Tratado elementar.

7. Fig. Prudência, circunspecção; modo judicioso de proceder; ordem: 2

u Método axiomático. Lóg.

1. Formalização de uma teoria visando a explicitar-lhe as proposições primitivas (isto é, as que são evidentes ou já demonstradas), das quais se deduz a teoria.

u Método categórico-dedutivo. Filos.

1. Método dedutivo (1).

u Método comparativo. E. Ling.

1. Comparação sistemática de línguas aparentadas para o estudo de detalhes na sua evolução.

u Método da máxima verossimilhança. Estat.

1. Método de estimação de parâmetros ou de interpolação, baseado na determinação do máximo da função de verossimilhança de um conjunto de valores obtidos experimentalmente.

u Método das alturas iguais. Astr.

1. Caso particular do método das retas de altura, em que os astros são observados à mesma altura.

u Método das épocas superpostas.

1. Método utilizado na ciência em geral, particularmente na astronomia, e segundo o qual a correlação entre um fenômeno causa, e vários outros considerados como efeitos, é obtida pela comparação simultânea com a variável independente comum, o tempo.

u Método das retas de altura. Astr.

1. Método de determinação das coordenadas geográficas de um ponto da superfície terrestre pela utilização das retas de altura (v. reta de altura).

u Método de Agazzi. Pedag.

1. Método de educação pré-escolar, no qual se utiliza um material empírico para ensinar as crianças a distinguir as formas e as cores e para desenvolver livremente a linguagem.

u Método de Bouguer. Astr.

1. Método proposto pelo astrônomo francês Pierre Bouguer (1698-1758) para obter-se, por extrapolação, o valor da constante solar fora da atmosfera, com base no valor obtido no solo.

u Método de Bragg. Min.

1. Método de investigação da estrutura cristalina dos cristais, mediante o emprego de raios X.

u Método Decroly. Pedag.

1. Método de ensino em que as matérias se entrelaçam em torno de uma idéia central, formando um todo homogêneo, ajustado à experiência globalizada e às reações afetivas da criança; método dos centros de interesse.

u Método de dupla distância. Astron.

1. Dupla-distância.

u Método dedutivo. Lóg.

1. O que emprega a dedução, e cujas premissas são proposições evidentes ou definições razoáveis; método categórico-dedutivo.

2. O que emprega a dedução com premissas cujas verdades serão verificadas posteriormente; método-hipotético-dedutivo.

u Método de Froebel. Filos.

1. Método de educação pré-escolar baseado na auto-atividade interessada.

u Método de palavras. Pedag.

1. Procedimento didático usado no ensino da leitura, e em que cada palavra é ensinada como um todo, sem prévio estudo de seus elementos fonéticos.

u Método de Stanislavski. Teatr.

1. Técnica de adestramento de atores, proposta e usada por Konstantin Stanislavski, ator e encenador russo (1863-1938), e pela qual se começa treinando o ator para que desenvolva plenamente as suas potencialidades psíquicas, a fim de compor e interpretar seus personagens com absoluta verdade interior, pois, segundo Stanislavski, "o que interessa não é a verdade fora do ator, mas a verdade dentro dele".

u Método direto. Pedag.

1. Procedimento didático usado para o ensino de línguas vivas estrangeiras, e que consiste no uso exclusivo, em todos os contatos do professor com os alunos, da língua que está sendo ensinada.

u Método dos centros de interesse. Pedag.

1. Método Decroly.

u Método duplo-cego. Farmac.

1. Método empregado para ensaios clínicos de um medicamento, e destinado a eliminar todo o elemento subjetivo na apreciação dos resultados obtidos: consiste em ministrar o medicamento a um indivíduo, fazendo-o alternar com um placebo, sem que ele, nem o médico, o saibam. [O verdadeiro conteúdo do produto ministrado é apenas conhecido, no momento do ensaio, por uma terceira pessoa.]

u Método experimental. Filos.

1. V. experimentação (2).

u Método hipotético-dedutivo. Lóg.

1. Método dedutivo (2).

u Método idiográfico.

1. Segundo Wilhelm Windelband (1848-1915), historiador alemão, o método das ciências que tratam de fatos singulares: a história, a arte, etc.

u Método nomotético.

1. Segundo Wilhelm Windelband (1848-1915), historiador alemão, o método das ciências que tratam de leis: as ciências da natureza.

u Método sintético.

1. Aquele em que se emprega a síntese ou recomposição de um todo pelos seus elementos componentes.

Fonte: Diconário Aurélio.

e

 

MÉTODO: s.m. 1.procedimento, técnica ou meio de se fazer alguma coisa, esp. de acordo com um plano 2.processo organizado, lógico e sistemático de pesquisa, instrução, investigação, apresentação etc. 3.ordem, lógica ou sistema que regula uma determinada atividade 4.modo de agir, meio, recurso. 5.p.ext. maneira de se comportar. 6. Qualquer procedimento técnico, científico. 7. Conjunto de regras e princípios normativos que regulam o ensino ou a prática de um arte. 8. p.met. compêndio que apresenta detalhadamente as etapas desse método. 9. fig. maneira sensata de agir, cautela. 10. Conjunto sistemático de regras e procedimentos que, se respeitados em uma investigação cognitiva, conduzem-na à verdade. 10.1 FIL. no cartesianismo, o somatório de operações e disposições pré-estabelecidas que garantem o conhecimento tais como busca de evidência, o procedimento analítico, a ordenação sistemática que parte do simples para o complexo, ou a recapitulação exaustiva da totalidade do problema investigado. 10.2 FIL. Na filosofia de Bacon (1561-1626), reunião de prescrições de natureza indutiva e experimental que assegura o sucesso da investigação científica. (pag. 1910)

Fonte: Dicionário Houaiss.

On 08 Janeiro 2020

Justiça.

 

“A Justiça é uma relação interpessoal que se revela conforme os fins de Vida, enquanto a vida é convívio”.

“Justiça é conformidade de uma relação interpessoal com o bem comum” (Jaci de Souza Mendonça – O curso de Filosofia do Direito do Professor Armando Câmara, p. 212).

On 08 Janeiro 2020

Interpretação neutra.

 

Não existe interpretação neutra:

     “Cada um [dos intérpretes] tem a sua psique, as suas idiossincrasias, os seus afetos e os seus rancores, as suas reações mentais ou emocionais, os seus conhecimentos especializados. [...] A impessoalidade não existe na polêmica ou na [interpretação]. Ela é um mito, um conceito falso.” 

(...)

“Prefiro ser natural, espontâneo, como aliás tenho sido em [toda a minha modesta produção jurídica] e por esta razão [joga-lhes aqui] a minha flama, os meus sarcarmos, as minhas esculhambações, os meus arrebatamentos, mas [apoiado naquilo que acredito] na verdade crua, numa idônea, sólida e indestrutível [crença na Justiça], p. XXI.

(Fernando Jorge. Vida e obra do Plagiário Paulo Francis – O mergulho da ignorância no poço da estupidez, Editora ...)

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