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La pirágua

Maraã, o centro do mundo – II

La pirágua.

Ainda há quem duvide, mas são apenas os ignorantes e se é ignorante é por ser desinformado, não conhecer.

Já quem conhece e duvida, é burro!

Papai (Juarez Barbosa de Lima) já dizia: “Se homenagem não me rendem, é porque não me entendem, eles são irracionais.”

Não sei onde ele aprendeu isso, pois só lia “soletrando”, com muita dificuldade.

Mas, esse mesmo pai analfabeto, nos idos dos anos de 1970, em Maraã, criou a canoagem, modalidade esportiva em que hoje o baiano Isaquias Queiroz faz o merecido sucesso: foi medalha de ouro no individual na última olimpíada (2021).

Em Maraã a disputa de canoas ocorria nas comemorações de 7 de setembro! Várias canoas com seus remadores iam para a disputa no lago de Maraã.

A canoa do papai era a “La pirágua”

Entre os vários remadores, dentre os quais não estava o proprietário da canoa, figurava o seu “Chico Paulo”, marido da dona “Chica Paula”, pais do Luiz, Milton, Valdeci, Paulo e outros.

Seu Chico era um homem forte, musculoso, falava explicado, o que hoje mais me admira ainda, como sua irmã, dona Dácia. Fumava uns cigarros enrolados em papelinho depois do tabaco está picado. Era ele o mestre (também era carpinteiro) de “La pirágua”, era quem comandava os remadores para a vitória!

Medalha de ouro para seu Chico e seus companheiros de remo e seu incentivador principal de terra: Juarez.

Era orgulho para nós vermos a “La pirágua” cruzar a linha de chegada em primeiro lugar!

(Mais história sobre a “La pirágua” está em: ): https://www.youtube.com/watch?v=rPRowttpBog.

Portanto, insisto, tudo que se chama cultura, especialmente a ocidental, começou em Maraã, o ónfalo, ou umbigo do mundo!

Quem não acreditar, que comece a estudar a nossa rica história!

Inté,

Osório Barbosa.

História da feiúra Eco

 

 

Não se deprecie!

 

Você tem algum defeito do qual tenha vergonha?

Vou tentar falar sobre a pergunta acima, não sem antes dizer que conheço aqueles dois ditados populares (“tamanho não é documento” e “dinheiro não traz felicidade”, que, dizem, somente podem ter sido criados por um baixinho pobre!).

Ao longo da minha microexistência, tenho percebido que raramente alguém não se acha defeituoso, seja por qual motivo for!

São os olhos muito abertos, os olhos muito fechados, os outros medianamente abertos e fechados e por aí vai! Nariz, boca, cabelos, orelhas e tudo o mais, sempre o “dono” encontra um defeito em si!

Sempre digo para quem fala dos seus defeitos: não se deprecie, pois, para isso, já existem tantas outras pessoas falando mal de você! Não seja mais uma portanto!

Já vi reclamação a respeito de si mesma de pessoas que milhões julgam belas! Nem vou citar nomes para não contribuir com a baixo estima de ninguém!

Mas digo tudo para sugerir a você que faça de seu “defeito” uma virtude (“que do limão faça a limonada”, como diz o sábio popular).

A exemplo de que isso é possível vou lhes trazer o exemplo da Cindy Crawford (quis namorar comigo, mas recusei!, alerte-se)!

Aquele lindo sinal que ela tem no rosto, se fosse no rosto de quem se detesta, seria causa de angústia, desgosto, aflição etc., e enriquecimento do cirurgião plástico!

Mas, o que fez a modelo?

Capitalizou seu possível “defeito”, transformando em uma marca de sucesso!

Quem não queria olhar, tocar, beijar o sinal de Cindy?

Até eu, que sou bobo, queria!

Você que é magro, gordo, baixo, alto, feio, bonito, branco, negro etc. e tal, não se preocupe com isso, ou faça disso o que Cindy fez com sinal dela: transforme o que você entende como um defeito em um sinal a marcar, como ferro em brasa, as demais pessoas a respeito de quem você é e de como você se vê: belo como a natureza, que todos dizem sábia, o fez!

Saiba que o pior defeito de um ser humano ninguém nem consegue ver! É invisível aos olhos! Qual é?

A falta de caráter!

O escrito acima não é para justificar minha gordura, por exemplo, pois não tenho nada, esteticamente, contra quem é gordo, por exemplo, mas apenas de tentar mostrar que você é muito mais belo do que costuma se achar!

Não fosse a saúde, o que é um problema que nada tem a ver com a beleza, a estética, eu cultivava mais a gordurinha, pois comer é uma das melhores coisas do mundo, perdendo apenas, creio, para a alto estima que, antes de tudo, devemos ter por nós mesmos!

Inté,

Osório Barbosa.

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Privatização.
 
Explicação para idiotas e para bandidos. 
 
Para bandidos não é necessário explicar, pois é o que eles querem e sabem a razão do seu querer: roubar o povo.
 
Para o idiota:
 
- a empresa pública a ser privarizada (ou o bem público a ser vendido):
 
1 - é de propriedade do povo, portanto, ele também é seu. Vendida, ela passará a ser de uma única pessoa, pessoa que, certamente, não é você, nem um parente ou amigo seu, embora, mesmo que fosse, você estaria de fora.
 
2 - Hoje, enquanto a empresa é pública, você paga pelos serviços que ela presta. Paga preço menor que o devido. Privatizada a empresa, você continuará pagando, só que, agora, por um preço bem maior, regra geral, o dobro.
 
Antes de privatizar, o governo injeta recursos públicos (seus) para melhorar (modernizar) mais ainda a empresa.
 
O governo financia, com seu dinheiro, a compra da empres pública! Regra geral com carência longa, juros pequenos e garantia de reajustes.
 
Resumo: você se lasca várias vezes para que um única pessoa fique rica com seus bens, seu dinheiro e você como cliente. 
 
Pense no seguinte: se a empresa pública fosse um elefante branco, como dizem seus detratores, que rico bandido iria comprá-la?
 
Iria fazer isso para ter prejuízo?
 
Se você não se informa, não saberá fazer um juízo crítico e, sem este,  continuará sendo apenas mais um estúpido.
 
Inté,
 
Osório Barbosa.

 

X Y

Os erros de alguns dos donos das verdades - (V).

por Osório Barbosa e outros.

 

A medida que nos informamos, mas percebemos que não sabemos de nada, aliás, ninguém sabe!

Comece a perguntar e, em breve, o perguntado está em um beco sem saída!

Uns começam a falar algo que ninguém entende (são os filósofos), outros remetem para os deuses (são os religiosos).

Como nada sabemos adquirimos o hábito de repetirmos o que nos dizem como sendo “a verdade”! Com as informações passamos a ver que não é bem verdade aquilo que se diz ser verdade!

Vamos a algumas verdades que não são verdadeiras!

Vamos a outro pensador daquilo que chamamos cultura ocidental (a publicação anterior está indicada ao final). Trata-se de outro grego, Anaximandro, originário da cidade de Mileto situada na Ásia Menor (atual Turquia) foi discípulo de Tales.

Anaximandro divergiu, no todo, Empédocles (terra, água, ar e fogo), de Heráclito (fogo), de Anaxímenes (ar) e de Tales (água), mas prosseguiu na busca pela fundamentação do pensamento racional, afastou-se, também, do pensamento mítico, religioso, dogmático (dogma é aquilo que não se discute), propôs ele que “a origem de todas as coisas era o ‘Apeiron!

O que é o “Apeiron”?

Depois de ler alguns livros, até hoje não compreendi o que seria isso!

Mas, se diz, que o “Apeiron” é “a matéria indefinida, não especificada”.

Anaximandro não propôs, como os demais pensadores citados, um elemento “material”, palpável.

Pelo que conhecemos, as divergências, sempre salutares, entre pensadores teve prosseguimento aí.

E o estraga festas teve seu prazer estragado! Não disse nada contra o tal “Apeiron” continuar produzindo as coisas.

Eu, Osório, tenho dificuldades com o “Apeiron”!

Acho que ele não responde nada sobre a origem ou essência das coisas, ao contrário, deixa tudo como está: sem resposta!

“Matéria indefinida, não especificada” é quase que o mesmo que “não sei” ou “vem de algo que não conheço”! Mas isso todos nós sabemos (“que não sabemos de onde vêm as coisas”!).

Não digo que está sepultada a teoria de Anaximandro, só digo que ela não serve, pois não explica nada! Não mostra qualquer coisa razoável, além da ignorância de que nada sabemos.

Aliás, pensando melhor, podemos dizer que Anaximandro não foi um materialista! O “Apeiron” não pode ser visto como matéria!

Seria ele o primeiro pensador idealista?

A teoria de Anaximandro é, ainda hoje, recordada apenas como referencial histórico do pensamento.

Tem mais!

Aguardem.

 

Inté,

Osório Barbosa.

 

P.S.: publicações anteriores:

https://www.osoriobarbosa.com.br/artigos/contos-escritos-meus/item/3128-os-erros-de-alguns-dos-donos-das-verdades-i

 

e

 

https://www.osoriobarbosa.com.br/artigos/contos-escritos-meus/item/3129-os-erros-de-alguns-dos-donos-das-verdades-ii

 

e

 

https://www.osoriobarbosa.com.br/artigos/contos-escritos-meus/item/3130-os-erros-de-alguns-dos-donos-das-verdades-iii

 

e

 

https://www.osoriobarbosa.com.br/artigos/contos-escritos-meus/item/3131-os-erros-de-alguns-dos-donos-das-verdades-iv

 

 

 

 

X Y

Os erros de alguns dos donos das verdades - (IV).

por Osório Barbosa e outros.

 

A medida que nos informamos, mas percebemos que não sabemos de nada, aliás, ninguém sabe!

Comece a perguntar e, em breve, o perguntado está em um beco sem saída!

Uns começam a falar algo que ninguém entende (são os filósofos), outros remetem para os deuses (são os religiosos).

Como nada sabemos adquirimos o hábito de repetirmos o que nos dizem como sendo “a verdade”! Com as informações passamos a ver que não é bem verdade aquilo que se diz ser verdade!

Vamos a algumas verdades que não são verdadeiras!

Vamos a outro pensador daquilo que chamamos cultura ocidental (a publicação anterior está indicada ao final). Trata-se de outro grego, Empédocles, originário da cidade de Agrigento situada na Magna Grécia (“Grécia Maior”, atual sul da Itália, especialmente na Sicília).

Empédocles divergiu, em parte, de Heráclito (fogo), de Anaxímenes (ar) e de Tales (água), mas prosseguiu na busca pela fundamentação do pensamento racional, afastou-se, também, do pensamento mítico, religioso, dogmático (dogma é aquilo que não se discute), propôs ele que “a origem de todas as coisas eram a água, o ar, o fogo e a terra”!

Empédocles não propôs, como os demais pensadores citados, um único elemento. Propôs vários, como podemos ver.

Assim, ele fez uma somatória dos elementos propostos por seus antecessores e acrescentou mais a terra. 

Pelo que conhecemos, as divergências, sempre salutares, entre pensadores teve prosseguimento aí.

E o estraga festas continua na sua luta, que não deixa de ser uma batalha em favor do pensamento racional, e volta a abalar “a verdade” de Empédocles com o mesmo argumento com o qual foram contestados os pensamentos de Heráclito, Anaxímenes e Tales.

Qual?

Argumentou ele: “Se tudo tem origem na água, no ar, no fogo e na terra, como diz Empédocles, quando esses quatro elementos deixaram de produzir as coisas?

Estava sepultada a teoria de Empédocles, a qual é, ainda hoje, recordada apenas como referencial histórico do pensamento.

Tem mais!

Aguardem.

 

Inté,

Osório Barbosa.

 

P.S.: publicações anteriores:

https://www.osoriobarbosa.com.br/artigos/contos-escritos-meus/item/3128-os-erros-de-alguns-dos-donos-das-verdades-i

 

e

 

https://www.osoriobarbosa.com.br/artigos/contos-escritos-meus/item/3129-os-erros-de-alguns-dos-donos-das-verdades-ii

 

e

 

https://www.osoriobarbosa.com.br/artigos/contos-escritos-meus/item/3130-os-erros-de-alguns-dos-donos-das-verdades-iii

 

 

X Y

Os erros de alguns dos donos das verdades - (III).

por Osório Barbosa e outros.

 

A medida que nos informamos, mas percebemos que não sabemos de nada, aliás, ninguém sabe!

Comece a perguntar e, em breve, o perguntado está em um beco sem saída!

Uns começam a falar algo que ninguém entende (são os filósofos), outros remetem para os deuses (são os religiosos).

Como nada sabemos adquirimos o hábito de repetirmos o que nos dizem como sendo “a verdade”! Com as informações passamos a ver que não é bem verdade aquilo que se diz ser verdade!

Vamos a algumas verdades que não são verdadeiras!

Vamos a outro pensador daquilo que chamamos cultura ocidental (a publicação anterior está indicada ao final). Trata-se de outro grego, Heráclito, originário da cidade de Éfeso situada também na Ásia Menor (atual Turquia).

Em Maraã tem a rua Heráclito Silva, uma homenagem ao meu avô materno, um dos primeiros vereadores da cidade, cujo nome, por sua vez, homenageava o pensador grego.

Heráclito divergiu de Anaxímenes (ar) e de Tales (água), mas prosseguiu na busca pela fundamentação do pensamento racional, afastando-se, também, do pensamento mítico, religioso, dogmático (aquilo que não se discute), propôs ele que “a origem de todas as coisas era o fogo”!

Pelo que conhecemos, as divergências, sempre salutares, entre pensadores tem prosseguimento aí.

E o estraga prazer continua na sua luta, que não deixa de ser uma batalha de pensamentos, e volta a abalar “a verdade” de Heráclito com o mesmo argumento com o qual foram contestados Anaxímenes e Tales.

Qual?

Argumentou ele: “Se tudo tem origem no fogo, como diz Heráclito, quando o fogo deixou de produzir as coisas?

Estava sepultada a teoria de Heráclito, a qual é, ainda hoje, recordada apenas como referencial histórico do pensamento.

Tem mais!

Aguardem.

 

Inté,

Osório Barbosa.

 

P.S.: publicações anteriores:

https://www.osoriobarbosa.com.br/artigos/contos-escritos-meus/item/3128-os-erros-de-alguns-dos-donos-das-verdades-i

 

e

 

https://www.osoriobarbosa.com.br/artigos/contos-escritos-meus/item/3129-os-erros-de-alguns-dos-donos-das-verdades-ii

 

 

 

 

 

X Y

por Osório Barbosa e outros.

 

A medida que nos informamos, mas percebemos que não sabemos de nada, aliás, ninguém sabe!

Comece a perguntar e, em breve, o perguntado está em um beco sem saída!

Uns começam a falar algo que ninguém entende (são os filósofos), outros remetem para os deuses (são os religiosos).

Como nada sabemos adquirimos o hábito de repetirmos o que nos dizem como sendo “a verdade”! Com as informações passamos a ver que não é bem verdade aquilo que se diz ser verdade!

Vamos a algumas verdades que não são verdadeiras!

Vamos a outro pensador daquilo que chamamos cultura ocidental (a publicação anterior está indicada ao final). Trata-se de outro grego, Anaxímenes, também originário da cidade de Mileto situada na Ásia Menor (atual Turquia).

Anaxímenes divergiu de Tales, mas prosseguiu na busca pela fundamentação do pensamento racional, afastando-se, também, do pensamento mítico, religioso, dogmático (aquilo que não se discute), propôs ele que “a origem de todas as coisas era o ar”!

Pelo que conhecemos, as divergências, sempre salutares, entre pensadores começa aí.

Não sei se o mesmo ou outro estraga prazer que abalou a “a verdade” de Tales também opôs o mesmo argumento para contestar Anaxímenes.

Qual?

Argumentou: “Se tudo veio do ar, como diz Anaxímenes, quando o ar deixou de produzir as coisas?

Estava sepultada a teoria de Anaxímenes, a qual é, ainda hoje, recordada apenas como referencial histórico do pensamento.

Tem mais!

Aguardem.

 

Inté,

Osório Barbosa.

 

P.S.: publicação anterior:

https://www.osoriobarbosa.com.br/artigos/contos-escritos-meus/item/3128-os-erros-de-alguns-dos-donos-das-verdades-i

 

 

 

X Y

Os erros de alguns dos donos das verdades - (I).

por Osório Barbosa e outros.

 

A medida que nos informamos, mas percebemos que não sabemos de nada, aliás, ninguém sabe!

Comece a perguntar e, em breve, o perguntado está em um beco sem saída!

Uns começam a falar algo que ninguém entende (são os filósofos), outros remetem para os deuses (são os religiosos).

Como nada sabemos adquirimos o hábito de repetirmos o que nos dizem como sendo “a verdade”! Com as informações passamos a ver que não é bem verdade aquilo que se diz ser verdade!

Vamos a algumas verdades que não são verdadeiras!

Comecemos pelo primeiro pensador daquilo que chamamos cultura ocidental. Trata-se de Tales, cujo sobrenome não sabemos, mas que era da cidade grega de Mileto situada na Ásia Menor (atual Turquia), daí ser conhecido como Tales de Mileto.

Tales, buscando fundar o pensamento racional, afastando-o do pensamento mítico, religioso, dogmático (aquilo que não se discute), propôs que “a origem de todas as coisas era a água”!

Foi um avanço enorme essa postura do grego para sua época.

Depois, muito depois, chegou um estraga prazer e acabou com “a verdade” de Tales.

Como?

Perguntando.

Disse o outro pensador, cuja identidade desconheço: “Se tudo veio da água, como diz Tales, quando a água deixou de produzir as coisas?”

Estava sepultada a teoria de Tales, a qual é, ainda hoje, recordada apenas como referencial histórico do pensamento.

Tem mais!

Aguardem.

 

Inté,

Osório Barbosa.

 Giovani Miguez

Qual a sensação de se ganhar um Prêmio Nobel?

 

Hoje passei pela sensação dos famosos que dizem “sempre sentir um frio no estômago” ao receberem um prêmio!

 

Coisa que eu não acreditava!

 

Já recebi alguns elogios por alguns trabalhos na minha profissão!

 

Um dia um cidadão, por conta de um trabalho que fiz no caso Cosipa/Usimina, disse que eu era um “low profile”!

(https://www.osoriobarbosa.com.br/peca-processual/civel/item/949-cautelar-usiminas-cosipa)

 

Como não conhecia a frase, pois não sei inglês, aliás, não conheço inúmeras frases em português, pensei que era ofensa! Com a ajuda de “universitários” descobri que não era ofensiva.

 

Em 06 de maio de 1999, todos os jornais do Brasil, praticamente, noticiaram minha ida à CPI do Poder Judiciário, tendo um jornal lá do Amazonas estampado: “Procurador não deixa pedra sobre pedra”! (https://www.osoriobarbosa.com.br/entrevista/item/863-cpi-senado-federal-do-poder-judiciario)

 

Alguns anos depois de me mudar de Manaus para São Paulo, o maior jornal do Estado do Amazonas fez o seguinte editorial: https://www.osoriobarbosa.com.br/entrevista/item/864-procuradores

 

Esses e outros elogios decorreram do meu trabalho normal, não buscava por eles, embora tenham sido extremamente envaidecedores, mas, repito, não tinha essa finalidade. Contudo, vieram e foram bem-vindos e são tratados com carinho.

 

Um dia, há muitos anos, li o livro “Pablo e Dom Pablo”, de Jurema Finamour, onde ela narra a trajetória (as vezes chocante) de Pablo Neruda para ganhar o Prêmio Nobel de Literatura. Ela era sua secretária!

 

Em vários livros que li, e já ouvi de algumas pessoas, no mundo da divulgação de escrita e premiação é necessário, como em tudo na vida, “ter contatos influentes”!

 

Freud foi assim! Einstein foi assim ao quadrado, dizia o físico brasileiro César Lattes...

 

Freud eu constato, a cada leitura, que foi um péssimo médico, mas um genial escritor.

 

Einstein tudo que é citado dele não tem fonte!

 

Mas são homens premiadíssimos!

 

Confesso que sempre tive pouca segurança sobre meus escritos não-jurídicos, talvez essa seja uma diferença com alguns escritores e, com os nordestinos, de quem tenho sangue, que não se envergonham com nada e nem por nada, daí seus sucessos, especialmente destes últimos no humor, por exemplo.

 

Ganhar um Prêmio Nobel requer muitos contatos, influências, jogo político, inclusive com o poder do país do pretendente. Não é nada fácil! A diplomacia e os pedidos têm que ser postos em campo!

 

Fiquei espantado quando o Marcelo Nocelli, editor dos “Poemas passionais” me disse que quem vende o livro é o autor!

 

É que eu vinha de uma experiência anterior atípica: tinha “vendido” 3.500 exemplares de um livro de cerca de 1.000 páginas sem quase nenhum esforço pessoal!

(https://www.osoriobarbosa.com.br/ideia/curiosidades/item/1608-como-um-livro-mudou-a-minha-vida-ou-como-juarez-de-oliveira-mudou-a-minha-vida)

 

Mas, confesso, tenho insegurança de oferecer meus livros, a uma pelo mau costume das pessoas em acharem que os editores não vivem de seus trabalhos, bem como os escritores profissionais, que não é o meu caso, e talvez seja esta a origem da minha timidez!

 

Mas como já li “Dom Quixote” algumas vezes, deveria ter aprendido com Cervantes que:

 

“Acontece muitas vezes ter um pai um filho feio e extremamente desengraçado, mas o amor paternal lhe põe uma peneira nos olhos para que não veja estas enormidades, antes as julga como discrições e lindezas, e está sempre a contá-las aos seus amigos, como agudezas e donaires.

Porém eu, que, ainda que pareço pai, não sou contudo senão padrasto de D. Quixote, não quero deixar-me ir com a corrente do uso, nem pedir-te, quase com as lágrimas nos olhos, como por aí fazem muitos, que tu, leitor caríssimo, me perdoes ou desculpes as faltas que encontrares e descobrires neste meu filho; e porque não és seu parente nem seu amigo, e tens a tua alma no teu corpo, e a tua liberdade de julgar muito à larga e a teu gosto, e estás em tua casa, onde és senhor dela como el-rei das suas alcavalas, e sabes o que comumente se diz que debaixo do meu manto ao rei mato (o que tudo te isenta de todo o respeito e obrigação) podes do mesmo modo dizer desta história tudo quanto te lembrar sem teres medo de que te caluniem pelo mal, nem te premeiem pelo bem que dela disseres.

O que eu somente muito desejava era dar-ta mondada e despida, sem os ornatos de prólogo nem do inumerável catálogo dos costumados sonetos, epigramas, e elogios, que no princípio dos livros por aí é uso pôr-se; pois não tenho remédio senão dizer-te que, apesar de me haver custado algum trabalho a composição desta história, foi contudo o maior de todos fazer esta prefação, que vais agora lendo.”

 

Mas é o próprio Cervantes quem diz da necessidade que temos de alguém para atestar o nosso trabalho!

 

Além do que do livro consta, não busquei, além do círculo restrito das amizades pessoas, depois da sua publicação, maiores “atestados” sobre ele!

 

Eis que, de repente, me aparece Giovani Miguez e diz:

 

“A POESIA DA VIDA

 

acabo de ler

POEMAS PASSIONAIS

de Osório Barbosa

Ed. PasaVento, 2015

 

Uma poesia clara, profunda e passional que, entretanto, não se perde em hermetismos estéticos. É como a vida: simples e ao mesmo tempo intensa. Osório se eleva como um poeta que fotografa com maestria a condição humana.

 

Recomendo!

 

[SINOPSE]

 

Nestes ''poemas passionais'', o autor, Osório Barbosa, usa sua criação para explorar, conhecer e sentir o mundo que habita. Sua matéria-prima é a vida, a sua vida: uma miríade de sentimentos, impressões, experiências, por isso, em seus versos há uma trajetória que rompe a incapacidade de dizer, o medo de se expor e de não ser compreendido. Osório é Bacharel em direito e procurador da República, posição que exige seriedade e conhecimento para a capacitação postularia, para sopesar argumentos, com a missão de fiscalizar e manter a lei, mas que também flerta com a filosofia... Além disso, Osório nasceu e cresceu sobre as águas da floresta amazônica e sob as lendas daquela região. Se, a princípio, essas duas esferas (os tribunais e a natureza) possam parecer muito distantes, entre elas, Osório construiu uma grande ponte, estruturada em arte, de onde nos mostra uma visão panorâmica dos nobres sentimentos humanos. É do alto desta ponte, de modo passional, que o leitor se deixa atravessar pelo lirismo e concisão dos poemas deste amazonense de fala e escrita leve, e grande capacidade de produzir belas construções verbais sobre os encantos e desencantos humanos.

 

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O POETA.

 

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Leia meus livros!

umaniste.blog/leitura.”

 

Abalou minhas estruturas!

 

Em uma mistura de Alcione e Chico, digo: "abalou meus alicerces de mulher."

 

Disse tudo isso para agradecer ao amigo (hoje já o posso ter em tal conta!) Giovani Miguez, a quem não conheço pessoalmente, por seu despojamento, disposição e generosidade estampados no escrito.

 

Hoje já posso dizer que senti a sensação, talvez maior, pois não esperada, de como é ganhar um Prêmio Nobel!

 

Ele veio!

 

Daqui do lado e outorgado por um Poeta, sem pedido, sem insinuação, o que torna a minha premiação legítima e incontestável, pois nasceu do ânimo do julgador e sem que eu tenha imaginado sequer a existência de concorrentes!

 

Obrigado Giovani Miguez, se não fosse tamanha a presunção, eu diria que você lavou a minha alma de aprendiz de poeta!

 

Eternamente grato,

 

Osório Barbosa.

 

“Historinha de Maraã”

 
“As vezes ficávamos o dia todo tomando banho no lago de Maraã ou no rio Japurá. Éramos vários meninos, mas nunca nenhum de nós sumiu engolido por um peixe ou por outro animal! Mas nossos pais, creio que para nos fazer medo, viviam fantasiando a esse respeito, dizendo que não era para irmos para a beira do rio.
 
Para não dizer que não aconteceu nunca nada, logo que a nova sede municipal foi instalada na localidade atual, alguns meninos perderam alguns dedos dos pés levados pelas piranhas pretas, dentre os quais o “Dr. do seu Pedro Moita”. Depois de um tempo as piranhas sumiram.
 
Nossas mães detestavam uma de nossas brincadeiras favoritas nos barrancos, que era a seguinte: como não existia “toboágua”, fazíamos uma trilha no barro para servir como tal, alisávamos bem usando nossas mãos e água e depois escorregávamos barranco abaixo até cairmos no rio. É uma brincadeira muito divertida, legal mesmo. O inconveniente, e daí as brigas maternas, é que os nossos calções ficam puídos e se estragam, rasgando rapidamente. O atrito com o barro vai afinando o pano até ele ficar muito fino, mesmo os panos mais grossos e, logo em seguida, rasgam-se.
 
O prazer da brincadeira compensava alguns safanões.”
 
Dias depois, a Cris, me enviou o seguinte link: https://www.facebook.com/video.php?v=933563980011677.
 
Ou seja, ao que eu tinha escrito ao lembrar-me da minha infância juntou-se essa linda imagem (abaixo) que, felizmente, está aí para todos assistirem, sendo que a minha está guardada apenas na minha memória e daqueles com os quais brincávamos.
 
Até mais,
 
Osório Barbosa.
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